Mitologia Artificial

Friedrich Robert Faehlmann e Friedrich Reinhold Kreutzwald compilaram a epopéia nacional estoniana “Kalevipoeg” a partir de diversas lendas prosaicas populares e imitação de versos runos que eles mesmos escreveram. Faehlmann também escreveu oito mitos ficcionais combinando motivos do folclore estoniano (a partir de lendas e canções populares), da mitologia finlandesa (a partir da “Mythologica Fennica” de Christfried Ganander) e da mitologia grega clássica. Matthias Johann Eisen foi outro folclorista e escritor que estudou as lendas populares e as transformaram em textos literários. Muitos de seus estudiosos contemporâneos aceitaram esta mitopoéia como a real mitologia estoniana.

A mitologia ficcional estoniana ou pseudomitologia descreve o seguinte panteão: O deus supremo é Taara. Ele é celebrado nas sagradas florestas de carvalhos em redor de Tartu. Uku é o seu outro nome. As filhas de Uku são: Linda e Jutta, a rainha dos pássaros. Uku tem dois filhos: Kõu(trovão) e Pikker (raio), que protegem as pessoas contra Vanatühi, o senhor das profundezas e dos demônios. Pikker possui um poderoso instrumento musical, que faz com que os demônios sintam medo e fujam. Ele tem uma filha malcriada, Ilmatütar (a Virgem do Ar).

Mais recentemente um curandeiro muito conhecido do povo estoniano, Aleksander Heintalu, publicou a sua própria versão da velha mitologia estoniana na forma de um épico “Kuldmamma” (a Mãe Dourada) destacando a sociedade matriarcal das tribos fino-bálticas.

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