A Mitologia Egípcia

Introdução:

A mitologia egípcia ( ou antiga religião egípcia ) é o nome dado a religião praticada no antigo Egito desde o período pré-dinástico, a cerca de 3.000 anos a.C. até o surgimento do cristianismo. Inicialmente era uma religião politeísta por crer em várias divindades, como forças da natureza. Ao passar de séculos, a crença passou a ser mais diversificada, sendo considerada henoteísta, porque acreditava em uma divindade criadora do universo, tendo outras forças independentes, mas não iguais a este. Também pode ser considerada monoteísta, pois tinha a crença em um único deus, as outras divindades eram neteru (plural de neter), o que podem ser chamados de “anjos de deus”, o que seriam vários aspectos de um mesmo deus. A religião era praticada em templos e santuários domésticos. A religião ainda é praticada atualmente, porém com minorias. O kemetismo é uma reconstrução neopagã da religião ainda praticada atualmente.

Part. 1 – O início

O princípio do universo é a formação única de Deus, que não se fez do nada, e sim, autocriou seus aspectos. Os aspectos de Deus, como dito anteriormente, chamam-se neteru (no singular: neter no masculino e netert no feminino). Tudo vem a início de um líquido infinito cósmico chamado Nun (Nu ou Ny), este é o ser subjetivo. Quando esse líquido se autocria e torna-se real, é Atum, o ser objetivo. Essa passagem é semelhante a passagem de inconsciente para consciente do ser humano. Atum criou uma massa única universal, que deu origem há uma explosão, porém pré-planejada. Atum também tem o poder de “tornar-se a si mesmo”, que segundo os antigos egípcios, é algo muito complicado para um humano, seria uma “obra divina”. Mas isto é o princípio da Terra.

Part. 2 – Neteru primordiais

Nun

Nun é o neter egípcio sem sexo que é o líquido cósmico que deu origem ao universo. É o ser subjetivo, quando se transforma no ser objetivo, torna-se Atum (bons estudos).

Atum

Atum é um neter egípcio, adorado em Heliópolis. É o resultado da transformação de Nun, o ser subjetivo ao ser objetivo. Deu origem a uma explosão que gerou os demais corpos celestes do universo (Big Bang), mas sendo um evento pré-planejado. Este também gera o sol da tarde e quando “torna-se a se mesmo”, toma forma de Rá, que inicia os neteru geradores e gera o sol da manhã. Mas no momento que “torna-se a si mesmo”, une-se a Rá, e se transforma em único ser, que seria chamado de Atum-Rá.

Atum era visto com um ser do sexo masculino usando uma coroa de faraó. Também existe representações deste usando duas coroas, uma representando o baixo Egito e a outra o alto Egito.

Amon

Amon foi um deus da mitologia egípcia, visto como rei dos deuses e como força criadora de vida. Deus local de Karnak, constitui uma família divina com sua esposa Mut e seu filho Khonsu.

O nome de Amon foi registrado pela primeira vez no idioma egípcio como ỉmn, que significa “O escondido”. Como as vogais não eram escritas nos hieróglifos egípcios, egiptólogos reconstruíram a pronúncia de seu nome como Yamānu. O nome sobreviveu no copta como Amoun.

O deus Amon podia ser representado de várias formas: como animal, como homem com cabeça de animal ou como homem.

Os animais associados a Amon eram o ganso e o carneiro, podendo por isso o deus ser representado sob estas formas. Contudo, a representação como ganso era rara. Como carneiro surgia com chifres curvos e cauda curta (ovis platyura aegyptiaca).

O deus Amon era acompanhado de sua mulher Mut (representada num corpo de mulher mas com cabeça de abutre ou coroas).

Aton

Aton é um neter egípcio, pouco se conhece sobre este, mas seria uma segunda forma de Amon, no qual nos cultos veio substituir este. O faraó Akhenaton proibiu aosantigos egípcios a cultuar outros neteru, escolhendo somente Aton. Por todo o seu reinado o povo tentou apagar seu registro da história.

Ka

Entre os antigos Egípcios, o ka designava uma espécie de alma que acreditavam que existia, tanto nos homens, como nos deuses.

O conceito em si é difícil de trasladar hoje para qualquer outra língua viva através de uma só palavra. Em português, o termo que melhor o poderá traduzir será talvez o de alma, ressalvando no entanto as devidas distâncias entre a concepção cristã da alma, e a concepção egípcia do ka.

O ka pode então ser definido como um princípio ou elemento metafísico, imaterial, invisível, volátil e, de certa forma, metafórico, que permitia assegurar a sobrevivência dos homens neste mundo, e lhes conferia a vida eterna no outro.

Não deve ser confundido com outro princípio ou elemento metafísico egípcio, o ba.

Ba

Entre os antigos egípcios, o ba designava um princípio/elemento metafísico, imaterial, invisível e volátil que conferia ao morto, na vida de além-túmulo, a capacidade de movimento. Era metaforicamente representado por uma ave pernalta.

Não deve ser confundido com outro princípio/elemento metafísico egípcio, o ka.

Ptah

Na mitologia egípcia Ptah, é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor.

Ao contrário de Seker, outro deus construtor, Ptah está associado às obras em pedra. Ápis era seu oráculo. Mais tarde, foi combinado com Seker e Osíris para criar Ptah-Seker-Osiris.

Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertem, Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de Rá.

Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um cetro (ceptro) enfeitado com ankh, was e djed(símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).

Part. 3 – Neteru geradores

Shu

Shu é o deus egípcio do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição.

Uma lenda conta que Shu foi criado por Deus nas águas de Nu a partir da masturbaçãodivina e a partir de seu vômito surgiu Tefnut, sua irmã gêmea e consorte. Outra versão diz que ambos nasceram após Atum ter se masturbado.

Juntos, Shu e Tefnut geraram Geb e Nut.

Shu é o responsável por separar o céu da terra (sendo representado como um homem tendo Geb, a terra, em seus pés, e levantando Nut, o céu, com os braços, numa representação que se assemelha ao Atlas da mitologia grega. É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus e as colocou na cidade de Gaaemynu.

Ele só se tornou popular a partir do Império Novo.

Tefnut

Tefnut (ou também Tefnet) é a deusa que personificava a umidade e as nuvens namitologia egípcia. Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede.

Irmã e esposa de Shu, formava com ele o primeiro par de divindades da Enneade de Heliópolis.

Tefnut é uma mulher, às vezes com cabeça de leoa que indicava poder, usando na cabeça o disco solar e a serpente Uraeus.

Ela é filha de Rá. Irmã e esposa de Shu, formava com ele o primeiro par de divindades da Enneade de Heliópolis. Mãe de Geb e Nut e avó de Osíris, Ísis, Seth, Néftis e Hathor.

Geb

Geb (ou Seb, como ficou conhecido mais tarde), é o deus egípcio da terra. Era também um dos Ennead.

Geb é o deus egípcio da terra, e também é considerado deus da morte, pois acreditava-se que ele aprisionava espíritos maus, para que não pudessem ir para o céu.

Estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Umidece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade no túmulo.

Suas cores eram o verde (vida) e o preto (lama fértil do Nilo). É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. É o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. É sempre representado com um ganso sobre a cabeça, nas pinturas.

Seu animal representante era o ganso. E ele era comumente representado usando uma coroa com uma pluma e chifres em forma de carneiro.

Ele é filho de Shu e Tefnut, marido de Nut, e pai de Ísis, Néftis, Osíris, Hathor e Seth.

Nut

Nut é uma deusa egípcia. Representava o céu e era significativamente invocada como a mãe dos deuses.

No túmulo de Tutankhamon foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”.

É muitas vezes representada sob a forma de uma vaca, por alusão a uma metamorfose por que espontaneamente teria passado. Era representada por uma belíssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabeça.

Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra.

É filha de Tefnut e Shu, esposa de Geb, mãe de Osíris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth logo ficou evidente quando, ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.

Part. 4 – Neteru da primeira geração

Os Neteru da primeira geração são: Osíris, Ísis, Set e Néftis

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada Neteru.

Part. 5 – Neteru da segunda geração

Os Neteru da segunda geração são: Hórus, Hator, Tot, Maat, Anúbis, Anuket, Bast e Sokar

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada Neteru.

Part. 6 – Outros Neteru

Outros Neteru são: Mafdet, Nekhbet, Serket, Sobek, Meretseguer, Iah, Montu, Uadjit, Bes e Hapi

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada Neteru.

Part. 7 – Animais sagrados

Os animais sagrados são: Ápis, Ammit, Mnévis e Benu

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada animal sagrado.

Part. 8 – Humanos deificados

Os humanos deificados são: Amen-hotep e Imhotep

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada humano deificado.

Part. 9 – Conceitos e elementos

Conceitos e elementos: Alma egípcia, Ankh, Religião no Antigo Egito

Em breve estaremos postando aqui um pouco da história sobre cada conceito e elemento.

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  1. Caio Amaral

    Muito obrigado pelas informações tão bem explanadas. Foi muito util para que eu pudesse por abaixo conceitos amplamente difundidos mas que não passam de fraudes aceitas como verdade. O autor já leu Trono de Fogo de Rick Riordan? A série desse livro trás grandes inverdades sobre o egito, pena que a informação atualmente mais completa não é tão acessível.

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