Mitologia Egípcia – Mnévis

Mnévis (em egípcio: Merur) era um boi negro adorado como divindade na cidade deHeliópolis.

À semelhança de Ápis, Mnévis era um dos bois sagrados do Antigo Egipto, encontrando-se associado ao deus Ré-Atum (Ápis estava por sua vez associado aPtah). Foi também associado ao deus Osíris.

O seu culto foi instituído na II dinastia, embora seja provável que tenha sido adorado desde tempos pré-dinásticos. Foi cultuado por todos os reis, inclusive por Akhenaton, que tinha declarado Aton como único deus a ser adorado. A razão pela qual Akhenaton continuou com o culto de Mnévis encontra-se relacionada com a sua crença de que Aton se manifestaria neste boi. Nas representações artísticas aparece com o disco solar e o ureus (serpente) entre os seus cornos.

Os sacerdotes de Heliópolis escolhiam um boi da região que levavam para o templo, onde este era adorado. Só poderia existir um Mnévis de cada vez. Os movimentos que o animal descrevia eram usados como um oráculo. Depois da sua morte, o touro era mumificado, sendo os seus órgãos colocados nos vasos canopos, e sepultado numanecrópole perto de Heliópolis.

Mitologia Egípcia – Ammit

Ammit – Devorador dos Mortos.

Símbolo: Um chacal sem olhos, com três bocas ou um animal com o “traseiro” de um hipopótamo, corpo de um leão e a cabeça de um crocodilo.

Na Mitologia Egípcia, Ammit (também pronunciado Ammut, Amut e Ahemait) é a personificação daretribuição divina para todos os males realizados em vida. Não é apenas um deus, é a punição para aqueles que não foram aceitos em Amenti. Ammit devora aqueles que foram julgados como pecadores, que não agiram de maneira correta em vida. O “inferno” para os Egipcios se resumia a Ammit, que destruia suas almas, deixando de existir definitivamente. Ele devorava os corações, rasgava os corpos e com suas patas destruia os corpos. Ela era filha do Universo e da Essência e era o Ser divino mais temido de todo o Egito. Existem papiros de autores desconhecidos que contêm orações para deixá-la longe na hora sono.

Mitologia Egípcia – Ápis

Na antiga religião egípcia Ápis (Hapi-ankh) é a personificação da Terra.

O “morto-vivo” (Osíris) encarnou num touro branco sagrado. Era o touro de Mênfis. Simbolicamente representado como um touro negro com um triângulo branco na testa.

Seu culto está associado com Ptah.

O local onde eram enterrados os seus bois sagrados levava o nome de Serapeum.

O escritor satírico Luciano de Samósata ridiculariza o culto a Ápis, comentando que quando grande deus Ápis morre, cada homem corta o seu cabelo; em seguida, através de uma eleição, um dos touros que estão no pasto é levado para o tempo, pois a sua beleza superior e porte majestoso mostram que ele é mais que um touro.

Mitologia Egípcia – Hapi

Hapi era uma divindade da mitologia egípcia que personificava as águas do rio Nilodurante a inundação anual a que o Antigo Egipto estava sujeito entre meados de Julhoe Outubro.


Hapi não tinha templos a si dedicados, mas era associado à região da primeira catarata do Nilo (ilha de Biga, onde se dizia que residia) ou ao vértice do Delta do Nilo, perto da cidade do Cairo. Apesar disso, o deus era popular um pouco por todo o Egito.

Era por vezes representado de forma duplicada no símbolo do sema-taui, onde surge a atar as duas plantas heráldicas do Alto Egipto e do Baixo Egipto, o lótus e o papiro(cyperus papirus).

Apenas o faraó Siptah mencionou o deus Hapi na sua titulatura: o seu nome de Hórus apresenta-o como “amado de Siptah”.

Hapi era representado como um homem com ventre proeminente e com seios, que veste a cinta dos pescadores e barqueiros. Na sua cabeça tinha o lótus e o papiro ou segurava estas plantas nas suas mãos. A sua pele poderia ser pintada de azul ouverde, duas cores associadas entre os antigos Egípcios à fertilidade. Era também representado a derramar água de jarros ou a levar mesas e bandejas com alimentos.

Hapi também era conhecido como “o pai dos deuses”.

Hapi era associado ao deus Osíris, outra divindade com características relacionadas com a fecundidade. Enquanto que Hapi personificava as águas do Nilo, Osíris era a força fertilizante destas águas. Teria sido também Hapi a alimentar no seu seio Osíris, ajudando desta forma na ressureição do deus.

A sua esposa era a deusa Sekhmet. Outros deuses relacionados com Hapi eram Ísis (cujas lágrimas eram vistas como a causa da inundação do Nilo) e Khnum (divindade ligada às cataratas do Nilo).

Mitologia Egípcia – Bes

Bes era uma antiga divindade egípica representada por um anão robusto e monstruoso. Era o bobo dos deuses, senhor do prazer e da alegria.

Um anão gordo e barbudo, feio ao ponto de se tornar cômico. Ele é muitas vezes representado com a língua de fora e segurando um chocalho. Quando esculpido ou pintado na parede, ele nunca aparece de perfil, mas sempre de frente, o que é único na arte egípcia. Também existem representações de Bes com características felinas ou leoninas.

Bes é um deus pouco vulgar. Ele não parece ser egípcio, mas de onde ele vem é desconhecido. Ele parece-se com deuses encontrados na África central e do sul. Bes era inicialmente o protector do parto. Durante o nascimento, Bes dançava à volta do quarto, abanando o seu chocalho e gritando para assustar demónios que de outro modo poderiam amaldiçoar a criança. Depois da criança nascer, Bes ficava ao lado do berço entretendo o bebé. Quando a criança ria ou sorria sem motivo aparente, acreditava-se que Bes estava algures no quarto a fazer caretas.

Mitologia Egípcia – Uadjit

Uadjit é na antiga religião egípcia a deusa padroeira do Baixo Egito (o que correspondia à região do Delta do Nilo). O nome significa “A verde” (cor das serpentes) e “A da cor do papiro” (numa alusão à planta do papiro, que teria sido por ela criada e que era a planta heráldicado Baixo Egipto). O nome desta deusa pode também ser escrito como Uto ou Edjo.

Uadjit começou por ser uma deusa ligada à vegetação tendo se transformado numa deusa da realeza. Representava o Baixo Egipto sendo frequente surgir com a deusa correspondente do Alto Egipto, Nekhbet.

Esta deusa foi integrada na lenda de Osíris, na qual é ela quem toma conta do pequeno Hórus, escondido nos pântanos do Delta, o qual alimentou com o seu leite, enquanto Ísis procurava por Osíris.

O principal centro de culto da deusa era Per Uadjit (“morada de Uadjit”), localidade a que os Gregos deram o nome de Buto e que corresponde à moderna Tell el-Farain.

Era representada como mulher com cabeça de serpente e que tem na cabeça a coroa vermelha do Baixo Egipto (coroa decheret). Poderia também ser representada como uma mulher com cabeça de leoa, quando se pretendia aludir ao aspecto de defensora da realeza. Surgia igualmente como uma serpente alada ou como uma cobra enrolada dentro de um cesto de papiros.

Mitologia Egípcia – Montu

Montu é um deus da antiga religião egípcia oriundo do nomo tebano e associado à guerra.

Era representado como um homem com uma cabeça de falcão, tendo na cabeça duas plumas altas e um disco solar com uraeus (serpente) duplo. Nas suas mãos poderia segurar vários objectos, como um machado, setas e arcos. Poderia também ser representado como quatro cabeças que vigiam os pontos cardeais. Na Época Baixa foi representado com a cabeça de um boi.

De início Montu era um deus solar, associado a Ré (Montu-Ré), sendo considerado como a manifestação destrutiva do calor do sol. Foi no tempo da XI dinastia que Montu adquiriu características associadas à vitória e à guerra.

Era conhecido como o “senhor de Tebas”, situando-se o seu principal centro de culto em Hermontis. Outras cidades associadas ao deus eram Medamud e Tod. Em Medamud existia um santuário mandado edificar por Senuseret III, ampliado durante a época do Império Novo e posteriormente na Época greco-romana. Em Karnak existia igualmente um templo dedicado a Montu, que possuía um lago sagrado.

Vários reis da XI dinastia tinham como nome de nascimento Mentuhotep (“Montu está satisfeito”), o que representava uma referência a esta divindade e atestando a sua importância durante este período.

Montu é referido nas Aventuras de Sinué, uma obra da literatura do Antigo Egipto, cuja acção se desenrola no tempo da XII dinastia. O seu protagonista, o fugitivo Sinué, realiza um acto de louvor a Montu, depois de derrotar um inimigo de origem síria.

Durante o Império Novo o deus Amon relegou Montu para um segundo plano, tornando-se o deus mais importante do panteão, ao mesmo tempo que assimilou as características guerreiras de Montu.

Por causa do seu carácter guerreiro, Montu foi identificado pelos Gregos com o deus Apolo.